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No ar Papo FANTÁSTICA 3.3 com Diogo de Souza, autor de Fuga de Rigel e Abascanto - A Sombra dos Caídos. Diogo, além de ouvinte assíduo do Papo, também tem um pezinho no teatro, onde roteirizou e dirigiu uma peça.
Além dos participantes temos uma presença especial: a moça do google (risos), confira e se divirta com mais um episódio.
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No ar o episódio 02 do Papo FANTÁSTICA, que contou com a presença da sempre simpática Mary Paixão do blog Muito Pouco Crítica em um papo sobre mangás, animês e outras coisas mais.
Esta segunda edição contou com um diferencial: a participação do público com a twitcam. Como participante estão Luiz Ehlers, Alba Milena, Bianca Briones, Walter Tierno e Leandro Schulai, que gravou diretamente do aeroporto de Curitiba-PR.
Escute, comente e participe também!
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(por PeqMari)
Hey minnasan, trago boas novas! o//
Conhecem o Centro Cultural Juventude Ruth Cardoso, perto do terminal Cachoeirinha? É, zona Norte. Não?
Então, eu também não. Pelo menos não até ontem. Só que um tal vídeo* feito por um cara chamado Thiago Spyked me chamou a atenção, e me fez ir até lá na terça (19/04), debaixo de poluição e calor, pra conhecer o dito projeto.

Chegando lá, depois de rodar o Centro em busca do lugar certo, fui recebida por sorrisos e apresentações. Já conhecia o Thiago de outros Animes Dreams, mas o cara de camiseta preta e o japa de camisa eu passei a conhecer naquele instante: se tratavam do Will e do Nobu.
Agora vocês estão me perguntando o que raios tava acontecendo lá, e quem são eles, certo?
Bom, eles são nada mais nada menos que os professores de um curso (gratuito!!) que vai acontecer de 28 de Abril a 25 de Agosto, lá no Centro mesmo. O objetivo? Ensinar quadrinhos avançados pro pessoal. Ou seja, uma ótima oportunidade pra sair do basicão, pra produzir algo super bacana – de graça!! -, já que o objetivo do curso é produzir uma revista com os trabalhos dos alunos ao final do curso, e pra conhecer o espaço que é muito interessante! Pelo que vi, lá tem computadores, bibliotecas, espaço de leitura, varanda, jogos, e acho que até quadra. Ou seja, por que você não conhece lá ainda, ow? (e é de graça! haha).
E bem, na terça dia 19 foi o dia de análise de portfólio e inscrição pro curso**. Sim, eu vou fazer! E o que vocês tem a ver com isso? Que isso vai render muito pra nossa maravilhosa Revista! Oohoho! (não falarei mais pra não estragar a surpresa o//)
Agoora, acho que é bom apresentar um pouco os professores, né!
Aqui estão eles, se apresentando da esquerda para a direita:

Will
Design gráfico e quadrinista, um dos responsáveis pela criação do fanzine Subterrâneo (2004), onde começou a publicar o Sideralman. Em 2007 ganhou dois Troféus HQMIX, Melhor Fanzine, com o Subterrâneo, e Melhor Prozine com A Mosca no Copo de Vidro e outras histórias. Também recebeu menção honrosa de Melhor Desenhista no 1º Troféu Alfaiataria de Fanzines. Em 2008 criou o personagem, Demetrius Dante, o detetive do absurdo. Participou da coletânea MSP+50(2010), tem trabalhos publicados na revista Front e nas publicações independentes: JAM, Almanque Contos da Madrugada, Prática de Escrita, Tempestade Cerebral, Grande Clã, A3, Garagem Hermética, entre outras. Lançou duas revistas do Sideralman (2007 e 2009) e a publicação-portifólio Enquanto Isso... (2010). Participa do coletivo Quarto Mundo.
Thiago Spyked
Sempre gostou de desenhar e de ler gibis. Nasceu e vive em São Paulo, começou a publicar seus quadrinhos em 2004 e continua até hoje. Formado em Design gráfico no Mackenzie, trabalha como designer gráfico e ilustrador em mercado editorial e publicitário, dá aulas de desenho e quadrinhos na escola Daniel Azulay e pelo projeto Zines nas zonas de Sampa.
Fundou e coordena a editora Crás na qual trabalha publicando apenas obras em quadrinhos nacionais e já teve atuações em diversos eventos do segmento anime/mangá, Fest Comix, Virada Cultural, Semana Temática de Quadrinhos no CCJ, Mercado Mundo Mix, Centro Cultural Vergueiro e cedeu reportagem ao Folha Teen em Maio de 2009. Atualmente a editora além de publicar suas obras, ainda possui todo know-how de produção dos produtos derivados das publicações, e também presta serviços no segmento publicitário e institucional sempre procurando fazer diferença nos quadrinhos nacionais.
Nobu Chinen
Publicitário, professor universitário. Doutorando em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Pesquisador de histórias em quadrinhos. Membro do Observatório de Pesquisas em Quadrinhos da ECA-USP e da Comissão do Prêmio HQMix. Colaborador do site UniversoHQ. Editor do livro Flash Gordon de Alex Raymond (2010), co-autor dos livros Hentai. A Sedução do Mangá (2005) e O Tico-Tico. Centenário da Primeira Revista de Quadrinhos do Brasil (2005). Criador e redator da coluna Vupt Vapt Pum, página especializada em HQ do jornal Valeparaibano (1987-1989).
Prazer viu gente!
Yoroshiku onegaishimasu!!!
(*legenda livre: espero que nos demos bem!)
* vídeo do Thiago: http://www.youtube.com/watch?v=G7KN4bC_FPE&feature=feedu
**para informações sobre inscrições, assista ao video, ou entre em contato com o CCJ^^
> Links legais:
http://fotolog.terra.com.br/gazetadenovaluz
http://sideralman.blogspot.com
> Dados do CCJ:
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte.
(ao lado do terminal Cachoeirinha)
CEP: 02720-200
Horário de Atendimento: Terça a Sábado, das 10 às 20h; Domingos e Feriados, das 10h às 18h.
Telefone: (11) 3984-2466
E-mail: comunicacao.ccj@gmail.com
Site: http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/
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Começa a terceira temporada do Papo FANTÁSTICA, que é o descontraído podcast com o pessoal da FANTÁSTICA.
A novidade do programa está com a nova integrante: Bianca Briones, que é blogueira e autora do livro Entre o Amor e a Amizade. Além de Briones contamos com as presenças clássicas de Luiz Ehlers, Alba Milena, Leandro Schulai e Water Tierno.
Nessa estreia, o convidado foi o autor Alfer Medeiros, autor de Fúria Lupina, que sobreviveu ao "momento metralhadora". Não deixe de conferir!!!
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No dia 10 de Abril ocorreu o lançamento de O Caso Laura, novo livro de André Vianco. Saiba tudo sobre o lançamento e confira a resenha do livro em http://oliterata.blogspot.com ;
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Olá Minnasan! o//
PeqMari de novo, com boas (e não tão) novas pra contar!
Agora peço que relaxem e se concentrem: vamos fazer uma pequena viagem no tempo.
Os números e ponteiros começam a retroceder, e mais, e vertiginosamente mais, até que param!
Estamos no dia 03 de abril, em casa, e está nublado. A garoa vira chuva, cada vez mais forte, e está perto da hora de sair. Damos de ombros, almoçamos (muito bem por sinal) e saímos. Na chuva mesmo. Venha o que vier.
Vieram as estações de metrô, e uma garoa rala na saída da Liberdade.
Ah sim, estamos com o ilustrador Luiz Quadrio, conversando animadamente enquanto caminhamos pela rua, e o nosso ponto de chegada não demora muito a aparecer, felizmente – pegar vento frio com blusa fina não é legal -: do meio da rua anterior já conseguimos ver aquela placa pulsando e nos chamando para entrar: Friends Shop! Ali mesmo!

Uma corrida e desvio dos carros que arrancavam no farol recém-verde foram suficientes para atingirmos nosso destino, e começarmos nossa verdadeira missão: a cobertura do lançamento do livro Baronato de Shoah, de José Roberto Vieira!
Ao entrar, encontramos o pequeno nervosismo que antecede algo importante, mas que foi logo dispensado ao ver aquelas maravilhas otakus brilhando por todos os lados, e sentir a aura leve envolvendo local. Lá no meio está José Roberto, com seu casaco de couro e sorriso orgulhoso. Nos apresentamos, trocamos palavras com o Erick Sama, editor da Draco, e pensamos: que fazer agora?
É aí que surge uma garota estilosa, de kimono e dread locks coloridos, apresentada como a primeira compradora do livro. Chance! Nos aproximamos e conversamos sobre suas desventuras em adquirir o tão desejado exemplar, e sobre suas (altas) expectativas quanto a ele.
Em seguida chegam integrantes do Conselho Steampunk, com quem formamos uma rodinha, preenchida por sorrisos, simpatia e assuntos como a oportunidade que o gênero passou a ter para ser mais conhecido no Brasil, e a responsabilidade que o Baronato – e portanto José Roberto - carrega consigo.
Mal nos separamos dos steamers, nos vemos envoltos por outro tema, desta vez levantado por um interessante convidado autor, com quem trocamos experiências e tópicos sobre livros, animes e mangás – de vampiros, sua especialidade.
Mais e mais pessoas continuam chegando, e em meio ao burburinho resolvemos parar um pouco e analisar o ambiente estimulante à nossa volta: garage-kits, miniaturas, cosplays, DVDs, jogos, acessórios, mangás... enfim, um AnimeFriends resumido em alguns metros quadrados, uma perdição para qualquer otaku ou mangalover. E claro, não podemos deixar de mexer em algumas coisas também!
Mas como toda brincadeira tem hora, deixemos isso de lado, e vamos ao que realmente nos interessa aqui: lutar por nosso lugar ao sol, ou melhor, na fila do José Roberto, pra uma entrevista. Esperamos pouco para receber sua atenção e alegria, junto com informações valiosas, como a rápida concepção da obra, os elementos que foram utilizados e misturados pra compô-la, o passado como leitor tardio, e sua fascinação por RPGs. Claro, não podemos deixar de comentar sobre as várias referências utilizadas, algumas apontadas por leitores depois de pronto o livro, as quais nem o autor havia percebido. Coisa de louco. Finalizamos com nosso querido tema sobre animes e mangás, dos preferidos de José Roberto até a influência desse estilo na ficção brasileira atual.

Agradecemos, sentindo nossa bagagem agora muito mais rica, e nos afastamos um momento, para em seguida começar um bate papo gostoso com alguns dos convidados, agora sobre rugby, faculdades e gostos pessoais. Até descobrimos que algumas pessoas que estavam por lá são conhecidas do twitter! Ê coisa da vida!
Infelizmente é domingo, final da tarde, e o cansaço começa a bater. Percebendo isso, compramos um lindo exemplar do Baronato, pedimos uma dedicatória à altura – muuito fofo por sinal!! -, e começamos o ritual agridoce da despedida.
O que, como costumamos dizer, não é uma despedida, mas sim um até mais ver esperançoso, daqueles que a gente dá pra um amigo querido que nos proporciona aquela energia toda especial que envolve a apresentação do filho ao mundo.
E sim, prezados guerreiros, paladinos e integrantes das mais diversas classes: as informações completas deste excerto estão seladas. Para libertá-las é necessária a Chave, que no momento tem paradeiro indefinido. As equipes de busca já estão em campo, portanto o dia da revelação não tardará.
Enquanto isso, sejam pacientes.
Ass: PeqMari <3
- As fotos oficiais do lançamento estão aqui^^:
www.editoradraco.com/?p=598
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Nesta edição especial do Papo FANTÁSTICA, Nessie Araujo volta para falar da polêmica iniciada no fim de semana passado (26/03) quando seus autores começaram a se desligar da editora.
Questionada pelos participantes do podcast, a editora respondeu algumas perguntas e enfatizou que postaria maiores esclarecimentos, incluindo todos os ISBN de seus livros já publicados, em seu blog na sexta-feira, dia 01/04. Até o momento nada foi postado.
Os autores dissidentes foram convidados a participar do Papo posteriormente, mas preferiram não se envolver mais com o assunto.
Pautando-se pela democracia, a Fantástica continua aberta aos interessados em defender seu ponto de vista, bastando entrar em contato.
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No ar o Papo FANTÁSTICA número 15 com Nessie Araujo da Editora Arielli. Nessie, além de editora, é também autora de vários livros entre eles: Eshan - O Vale da Vida.
Esta 15a edição do Papo FANTÁSTICA marca o fim da segunda temporada do posdcast, que vem com novidades na próxima.
Não percam e confiram o resultado dessa divertida conversa!

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Oie, minnasan!! o//
Agora vocês lerão algo inédito no país: a matéria de cobertura de um evento, feita mais de quinze dias depois!
O que? Ah isso é ótimo, olha, só: o cérebro consegue processar e organizar melhor as memórias, dá pra juntar mais informações sobre as pessoas conhecidas, e ainda gera expectativa!
Não é brilhante?
Ohoho o//
Bem, ao evento!
Depois de uma grande saga até achar o estúdio onde iria rolar a “festinha de lançamento” (trata-se de um lugar, digamos, que apenas poucos e bons encontram), eu e o ilustrador Luiz Quadrio chegamos antes do próprio dono da festa, e acabamos ajudando a montar tudo.
Com isso conseguimos passe livre para explorar o lugar – onde, além dos quadros muito profissionais pendurados nas paredes, daqueles que você para e fica bem uma meia hora admirando, foi montado um barzinho na sala do fundo, junto com todos os gibis antigos e revistas a venda. Amontoadas. Típico canto de artista que a gente sonha em fuçar – adivinha o que a gente fez? ohoho.
Essa movimentação inicial não planejada foi ótima também porque conseguimos nos apresentar e falar mais descontraidamente com Daniel Esteves, professor de quadrinhos e roteirista, idealizador e organizador da Nanquim Descartável, antes que ele começasse a correr de um lado a outro dando os últimos retoques no ambiente - com direito a Velhas Virgens tocando bem alto.
Na porta e durante a arrumação também conhecemos duas figuras singulares – e muito divertidas -: o aluno Bruno (o de preto), que nessa noite foi o responsável pela segurança e funcionamento da “lojinha” da festa – que oferecia o cardápio de cerveja, bolinho de bacalhau caseiro e HQs variadas -, e Leandro Alvarado (o de listrado), um integrante da banda Heruz – que estava por lá por indicação de uma amiga.
Entre conversas e andanças pelos cômodos amplamente pequenos, folheamos e secamos algumas edições produzidas pelo estúdio HQemFoco - em parceria com a Quarto Mundo, uma associação de quadrinistas independentes brasileiros -, e os convidados começaram a chegar.
O primeiro casal que conhecemos foi o Fred Hildebrand e a Alessandra. Por obra do destino, naquela mesma tarde eu havia comprado a primeira edição do mangá que o Fred, em parceria com a roteirista Ana Recalde, lançou, o chamado PatrePrimordium.
(afinal, como disseYuuko-san, "no tear de nossas vidas não ha pontas soltas" o//).
Falamos sobre desenhos, publicações, editoras e status underground.
Com Alessandra, o papo foi sobre fotos - ela tem uma Nikon semiprofissional! *-* - ok isso até pode parecer merchan, pois só quem realmente curte fotografias sabe a influência que uma semiprofissonal faz em nossa mente de padrões standard.
Em seguida, chegou mais um parzinho, a Joana Cristina e seu respectivo Anderson Borges. E olha, a menina também manda muito bem nos desenhos! É um traço mais estilizado, e ela manja técnica de coloração com vários materiais!
E quanto mais aparecia gente, mais gente aparecia, e dentre eles, encontramos Alexandre Goto. Ex-colega de Joana e também talentoso desenhista, veio munido de seu caderno vermelho, preenchido por desenhos interessantemente simples e bem trabalhados, feitos com técnicas a caneta.
E pra vocês terem uma noção, tantos convidados apareceram no diminuto lugar, que logo se formaram várias rodinhas de conversa quase juntas, inclusive na área de serviço – mas não subestimem, essa localização era privilegiada por estar pertinho dos comes e bebes.

Os convidados eram desde adolescentes até adultos, ex-alunos, conhecidos e colegas (tinha até designers da Agência OPP Comunicação lá, três muito simpáticos por sinal, o Carlos Henrique Novaes, o Thiago Corbalan e a Mayara Mello), todos conversando,se (re)encontrando, e comendo bolinhos de bacalhau feitos pela mãe de Daniel.
Havia até uma mãe de aluna (que eu infelizmente não lembro o nome, mas que caso leia isto, por favor, identifique-se), mais velha, que me contou suas desventuras e experiências como leitora tardia, iniciando com auto-ajuda emigrando lentamente para a ficção. Sério, é muito interessante conhecer novos pontos de vista sobre a vida, principalmente de pessoas com mais experiênciaque a gente, e com vivências distintas.
Ou seja, estávamos todos em casa, o que é sempre algo muito bom de se sentir.
Sentir, expressar, trocar vivências e experiências até o cérebro dar evidências de system shut down e nos fazer deixar o lugar, sedentos por mais.
Agora o pessoal quer se apresentar a vocês! Vamos lá, façam fila, meninos, um de cada vez. Claro, o primeiro é o dono da festa. Pode vir, Daniel Esteves.
Ainda meio sem jeito, ele se destaca da multidão, e diz:
“Sou professor de história em quadrinhos, roteirista e editor. Membro do coletivo de quadrinhos independentes Quarto Mundo, participo de diversas publicações nacionais de quadrinhos: Front, Quadreca, Garagem Hermética, Quadrinhópole, Café Espacial, entre outras. Produzo a revista Nanquim Descartável, vencedora do HQMIX 2009 e 2010 de melhor publicação independente de autor. Também sou ganhador do HQMIX 2007 de Roteirista Revelação e do Troféu Angelo Agostini 2009 de melhor Roteirista Nacional.”
E dá um sorriso e um passo para trás, misturando-se ao pessoal.

Fred Hildebrand, com toda sua simpatia, se afasta da lousa e toma a palavra:
“Nascido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Fred Hildebrand é formado em Artes Visuais pela UFMS. Trabalha com ilustração desde 2005, começou pegando alguns freelas pra revistas e jornais da cidade. No mesmo ano também começou a dar aulas de mangá em oficinas no museu de arte contemporânea local e logo depois foi dar aulas na loja chamada Arte & Técnica. Recentemente também está ensinando em outra loja chamada Game Square. Em julho de 2009 lançou, com uma equipe, um mangá independente chamado PATRE PRIMORDIUM, onde é o desenhista, arte finalista e autor junto com a roteirista Ana Recalde. Durante o ano de 2010 e 2011 participou da quarta edição da HQ Nanquim Descartável, de Daniel Esteves.”
Ele termina, e ao seu lado, a fofíssima Alessandra nos conta ser:
“Colaboradora do site Garotas Nerds na área de música, ex-barista da Starbucks e atual melhor amiga dos fãs do MindFlow. Não amante demangás/animes mas uma grande fã de quadrinhos e admiradora de quem os faz. É mais conhecida pelo nome do pokémon mais amado domundo: Pikachu.”

Mais ao fundo, segurando seu portfólio mágico, a moça dos botões diz:
“Muito prazer, sou Joana Cristina, nascida em 29/11/1986. Formada em Design Gráfico (Técnico), Historia em Quadrinhos (HQem Foco) e Desenho de Moda e Vestuário (qualificação básica), no Centro Paula Souza. Participei com uma história em quadrinho na revista Cão #1 (Old Melody, 4 páginas) e outra na TokyoAki #0 (Violino Cigano, 16 páginas). Atualmente trabalho como designer na Bianconi Industrial.”
Sorri, meio tímida, e volta ao seu lugar, ao lado do namorado, que a fita orgulhosamente.
Por fim, Alexandre Goto se aproxima com seu sorriso, e conta:
“Nasci em 24/04/91, tenho 19 anos. Sou um ex (quase) padre (hahhaha). No momento trabalho no museu do futebol como orientador, mas to caçando algo na área gráfica.
Além ser louco por HQ, gosto muito de tattoo, graffite, stencil, sticks (lambe-lambe), toy art, curtas e animações. Faço Design Gráfico e de Produto na FMUe adoro desenhar!
Acho que uma das coisas mais importantes que eu já fiz foi largar o curso de filosofia e ter começado o de Design!”
E assim todos levantam as mãos e os olhos para dar um aceno.
Não de adeus, mas de

E, de bônus, aqui vão alguns links interessantes^^:
Site HQemFoco:
www.hqemfoco.com.br/escola/
Blog do Daniel Esteves
escola-hqemfoco.blogspot.com
Site Petisco (casa virtual da Nanquim Descartável)
petisco.org/
DeviantArt do Fred:
fredhild.deviantart.com/
DeviantArt da Joana:
hinagueshi.deviantart.com/
Comunidade da banda Heruz:
www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99535724
E o link do :
www.4mundo.com/
^^
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Em outubro de 2010, eu (Luiz Ehlers) fiz uma pequena homenagem à obra do nosso showman Leandro Schulai e escrevi um fanfic, que é uma outra versão da história do Vale dos Anjos, um outro rumo à saga de Dimitris. Confiram e comentem.
OBS: NÃO TEM SPOILERS

Fanfic - O Vale dos Anjos
Por Luiz Ehlers
Mais uma vez aqueles barulhos. Aquele som irritante de um bip pulsando aos meus ouvidos. Havia alguns gemidos constantes de dor ao fundo. Quando os escutamos tão seguidos eles chegam a formar uma espécie de sádica sinfonia de dor. Não havia como evitá-los, pois eu mal conseguia me mexer naquela cama. Era uma sensação terrível e havia um pavor de que quando tentasse, meus braços e pernas não responderiam mais.
Outra vez eu estava naquela sala pálida de hospital. Foi outra briga. Acho que não tem jeito mesmo, mas simplesmente não consigo me conter quando falam dela. Mariah é especial demais para mim. Não poderia admitir que aqueles homens imundos a tratassem daquela forma, com tanto desrespeito. Não há outra forma de lidar com pessoas assim como eles. Eu, pelo menos, não vejo.
Não sei ao certo quanto tempo fiquei naquela sala sob a tortura dos sons. É muito fácil perder a noção de tudo quando apenas posso olhar para um teto branco e um ventilador velho movendo-se com dificuldade e me hipnotizando.
Eu ficava esperando o tempo passar, sempre ansioso pela visita dela. Quando Mariah vinha me ver, meu coração disparava. Ela era minha esposa há algum tempo, mas mesmo assim eu ainda sentia um desejo louco quando a via. Era exatamente o mesmo do momento que nos conhecemos. Aquilo não me parecia normal, pois já fazia tanto tempo e o normal era que o desejo deveria ter diminuído. Ela era tudo para mim.
Acho que minha expressão se iluminava com a sua entrada naquela sala branca e fria. Eu não podia falar com ela, minha boca estava ferida demais e eu apenas me manifestava por movimentos dos olhos, que se enchiam de lágrimas ao vê-la. Meu coração se partia em tantos pedaços quando a via chorar na cadeira ao lado da cama. Tinha uma vontade louca de beijá-la, abraçá-la, protegê-la, mas não podia. Estava impedido por aquela prisão de gesso em volta dos meus membros. Tinha vontade de rasgar tudo e pular sob ela, tamanho era o meu desejo.
Tive os mais belos sonhos com Mariah enquanto enfrentava os efeitos fortes dos remédios contra dor. Tudo ficava muito confuso quando as enfermeiras vinham injetar aquele líquido gelado sob meu sangue corrente. Embora bonitos, os sonhos e imagens perdiam o controle na minha mente. Sentia como se estivesse louco, mas eu não poderia ficar,tinha que voltar para Mariah. Cada célula do meu corpo sabia disso e eu tinha a certeza de que todas elas estavam trabalhando mobilizadas com este propósito: rever Mariah e amá-la para sempre.
Com um brilho forte e alvo vindo de uma pequena janela, a única daquela sala, acordei assustado. Estava sem o gesso e podia me mover normalmente. Meu corpo ainda doía um pouco, mas mesmo assim levantei. Deparei-me com uma figura alva próxima à cama. Ele tinha uma aparência jovem e um olhar sereno. Apresentou-se como Obelisco e com uma voz mansa me deu a mais terrível das explicações que tive: eu estava morto e ele era um anjo. Como qualquer pessoal normal, caí na gargalhada diante daquela explicação absurda e achei que ele não passava de um louco que tinha escapado de algum canto daquele lugar maldito que me mantinha longe de Mariah.
Para vencer a minha descrença, Obelisco passou sua mão levemente sob aguarda da cama e atravessou-a como se fosse feito de fumaça. Fui tomado por pavor ao ver aquela cena e me desesperei tentando atingir tudo que via pela minha frente. Contudo, da mesma forma que Obelisco, meus membros raivosos atravessavam todos os objetos que tocavam como se eu simplesmeste tivesse deixado de existir. Aquilo parecia me irritar mais ainda, caí no desespero porque me lembrei deMariah, se eu tivesse morrido significava a tão temida distância de minha amada. As palavras de consolo e pedidos de calma de Obelisco de nada adiantavam, não conseguia deixar meu pavor e a ira de lado.
Depois de muito me debater, senti um desgaste e me encolhi ofegante em um canto. Obelisco, que havia ficado parado durante meu ataque, aproximou-se acolhedor. Ele me explicou que eu não pertencia mais a este mundo. A maneira como ele falava, tudo parecia muito simples, mas eu sabia que não era. Não poderia aceitar aquela situação, não iriaficar longe da minha Mariah.
Obelisco contou-me sobre um lugar chamado de Vale dos Anjos, que é para onde iríamos. Tudo era tão absurdo e irreal que apenas me irritava mais. Minha cabeça estava quase voltando ao mesmo descontrole que tivena briga que me levou ao hospital. Cada vez mais olhava com ódio para aquele ser calmo e angelical que tentava me separar de minha querida Mariah. Depois de uma longa e maçante explicação sobre o que era o tal Vale dos Anjos, Obelisco estendeu sua mão. Era hora de irmos. Ao menos era o que ele pensava, mas não era a minha hora, eu sabia que não.
Recusei o convite daquele anjo e tentei sair de perto dele. Corri desesperado o mais depressa possível. Meu corpo parecia mais leve e ágil. Corri tanto que perdi o fôlego. Quando fiquei ofegante percebi que a explicação sobre a morte não poderia ser verdadeira. Obelisco não passava de uma alucinação dos remédios. Esta era a explicação mais sensata. Eu trabalhava com informática, era um homem lógico e não poderia acreditar que existia algo assim. Porém, enquanto afirmava aquelas conclusões à minha mente, Obelisco apareceu do meu lado explicando os porquês daquelas sensações de cansaço. Falou-me que o desgaste de energia espiritual era o mesmo que de física. Mais uma vez ele veio com aquelas teorias absurdas. Ele novamente estendeu sua mão e disse que eu poderia correr o quanto quisesse que ele iria continuar me perseguindo. Esta era a sua função como anjo.
Eu queria destruir aquele ser irritante. Estava com mais raiva do olhar sereno de Obelisco. Senti meu sangue ferver novamente, como se estivesse vivo. Fechei meus punhos com meu corpo em chamas de raiva contra aquele ser tão angelicalmente maldito. Obelisco me olhava com calma e incredulidade, como se estivesse debochando da minha capacidade. Avancei contra ele segurando firmes os meus punhos e o atingi. Minhas mãos ficaram presas naquela forma etérea que ele era. Obelisco se debateu surpreso. Algo aconteceu que ele não esperava. Como um vampiro, meu corpo passou a absorver todaaquela essência doce de anjo. Ele debatia-se em desespero, o que apenas aumentava a minha sensação de ira contra ele. A luz de Obelisco foi definhando, assim como sua face perfeita que se desfez em um desespero que nunca havia experimentado.
Depois de absorver toda a energia espiritual, meu corpo ganhou forma. Eu estava vivo novamente, não conseguia mais atravessar os objetos. Minha carne havia voltado, eu estava livre daquele pesadelo e poderia voltar para Mariah. Foi o que imediatamente fiz.
Naquele momento eu não tinha me dado conta do quão especial era. Havia algo de diferente em mim. Eu era capaz de absorver aquela energia tão doce dos anjos e me manter vivo, porém o efeito era finito. Eu não sabia o que causou isso, nem mesmo o que me fazia diferente, apenas tinha a certeza de que por amor a Mariah, para me manter ao lado dela eu havia me tornado um predador. Depois daquele dia eu sentia a presença e caçava aqueles seres especiais que me mantinham vivos. Tornei-me algo que não sei definir, mas dependente da energia deles, de sua essência. A destruição deles era o que me mantinha perto do meu amor, eu não hesitei e tornei-me um caçador de anjos, frio e sedento. Era isso que o meu amor exigia e era isso que me movia na caminhada sanguinária de cada dia.
Neste momento sigo um rastro de mais um deles. Dirijo-me à casa de uma adolescente que cheirava como eles. Seu nome era Pietra e eu tinha a certeza de que ela me levaria a um deles. Minha boca salivava quando pensava na sensação de sugar um deles, pois a energia espiritual tornou-se o meu alimento e o meu vício. Era tudo que eu precisava para viver, não poderia ter pena, apenas precisava fazer. Este era o meu destino.
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A misteriosa capacidade de Demitris, o caçador de anjos,despertaram desespero e confusão no Vale dos Anjos como há tempos não se via lá. Nem os mais poderosos seres angelicais entendiam como isso era possível. A paz naquele lugar foi abalada, pois havia um ser humano que tinha um poder que todos desconheciam. Depois de muitas eras, aqueles seres onipotentes temeram o amor de um homem: Dimitris Saloustros.
Ao mesmo tempo da destruição de Obelisco, em um local que era o oposto do tão sereno Vale dos Anjos, um ser nascia desperto do meio de lava. Com uma couraça escura protetora e os olhos vermelhos como fogo, despertava um demônio que já fora anjo, seu nome: Obelisco.
Publicado originalmente em www.ovaledosanjos.com.br
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